Quinze anos depois da ECO-92, a capital fluminense vai ser novamente o centro mundial das discussões sobre o meio ambiente. Durante a assinatura de um protocolo de cooperação para redução de gases do efeito estufa entre o governo do Estado e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), foi anunciado que o relatório final do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) vai ser divulgado na cidade nos dias 24 e 25 de outubro.

Cerca de 2.500 cientistas, de 130 países, vão discutir os efeitos do aquecimento global e o que deve ser feito para combatê-los. "Precisamos dar respostas a esse desastre climático que nós provocamos. O Rio não tem obrigação de reduzir as emissões dos gases do efeito estufa (previsto no Protocolo de Kyoto), mas vamos dar o exemplo. Não só tentando reduzi-las, como chamando para cá a divulgação do relatório do IPCC", disse o secretário do Ambiente, Carlos Minc.

Na assinatura do protocolo, o diretor-executivo do Pnuma, Achim Steiner, destacou que o Brasil descobriu que a diminuição dos gases não é uma responsabilidade só dos países da América do Norte e da Europa. Ele ressalvou que o presidente Lula tem todo o poder e a convicção para ir aos fóruns dos países ricos e expressar sua frustração diante do não-cumprimento das metas estabelecidas para essas nações.