Teresina – O governador licenciado do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto (PMDB), pré-candidato a presidente, denunciou hoje, em Teresina, que tentam boicotar a pré-candidatura dele. Ele disse que pedirá a abertura de um inquérito policial, por meio da Polícia Federal (PF), para apurar por que o material de divulgação não chega aos Estados onde faz campanha.
Rigotto está em campanha para a prévia do partido. O governador licenciado do Rio Grande do Sul começou a campanha das prévias pelo Piauí. Foi a primeira ação de Rigotto como governador licenciado.
Rigotto anda acompanhado do senador Pedro Simon (PMDB-RS) e dos deputados Eliseu Padilha (PFL-RS) e Cezar Schirmer (PMDB-RS).
Na sede regional da legenda no Piauí, o governador assegurou que, em quaisquer circunstâncias, a sigla terá candidatura própria a presidente. Rigotto disse que, com ele ou com o pré-candidato a presidente Anthony Garotinho (PMDB), a agremiação estará unida em torno de uma candidatura.
Rigotto afirmou que não tem nenhuma possibilidade de o PMDB abdicar de uma candidatura própria para apoiar a do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Não temos a menor possibilidade de indicar vice na chapa encabeçada por Lula. O discurso é um só: candidatura própria. Todos trabalham na mesma direção", assinalou.
Com isso, o partido tomou uma postura de oposição. Peemedebistas passaram a atacar o governo. Simon disse que nunca conheceu uma gestão tão corrupta quanto esta. "Agora, estão falando de um acórdão. O PMDB tem milhares de nomes que podem disputar a Presidência. Se não tivermos candidato, para onde vamos? Eu tenho respeito por Lula. Eles erraram, mas agora estão tentando esconder os erros. Fizeram promessas mirabolantes e não cumpriram nenhuma. Não se pode comprometer o que não se pode cumprir", discursou.
Quanto ao desempenho político do governador, tanto ele como o senador do PMDB do Rio Grande do Sul disseram que, quando Rigotto foi candidato a governador, tinha apenas 2% nas pesquisas e venceu as eleições. O mesmo pode acontecer agora, enfatizaram.
Na fala, o governador alegou que não teve tempo ainda de percorrer o País e se tornar conhecido, mas que faz isso neste instante. Rigotto, para isso, entrou de licença do governo do Rio Grande do Sul, por 15 dias e tem percorrido os Estados.
Do Piauí, o pré-candidato do PMDB a presidente seguiu para o Maranhão e ainda percorrerá Ceará, Bahia, Tocantins, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
O evento no Piauí foi coordenado pelo pré-candidato a governador Francisco de Assis Moraes Souza (PMDB-PI), o Mão Santa. Mão Santa também defende a candidatura própria para presidente e governador, apesar da resistência de parte da legenda, que quer ficar atrelada à administração federal.


