Ricardo Teixeira diz que batalhará pela Copa de 2014

Rio – "Não podemos perder para nós o direito de realizarmos a Copa do Mundo de 2014." Foi com esta afirmação que o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Terra Teixeira, reagiu às declarações do presidente da Fifa, Joseph Blatter, sobre a possibilidade de o Mundial não vir para o País.

Nesta quarta-feira, na edição do jornal O Estado de S. Paulo, o presidente da Fifa afirmou que o Brasil atualmente não possui estádios em condições de abrigar jogos da Copa do Mundo e ressaltou que o País precisará preencher todos os requisitos do caderno de encargos para ser aprovado. O dirigente ainda cogitou a possibilidade de o Mundial ir para a América do Norte e até insinuou uma parceria entre Chile e Argentina para as disputas de 2014.

"O presidente da Fifa já deixou transparecer que, apesar de a experiência na Copa da Coréia e Japão ter sido proveitosa, os altos custos de sua realização não justificam mais dois países dividirem um Mundial. Foi só uma suposição", disse o presidente da CBF, que já descartou a possibilidade de dividir a competição de 2014 com outro país. "Vou escrever uma carta para ele e felicitá-lo pelas excelentes declarações, porque serviu de alerta não só para mim, mas para todo o povo brasileiro."

Teixeira assegurou que não se sentiu desconfortável, incomodado ou surpreso com as palavras de Blatter. Ressaltou que o Brasil realmente não tem estádios mas se mostrou confiante na elaboração de um projeto de alto nível para a realização da Copa de 2014 – da qual é o único candidato da América do Sul que, pelo rodízio de continentes instituído pela Fifa será o responsável pela edição deste ano.

Para o presidente da CBF, o Brasil cumpriu com louvor a primeira etapa do projeto que foi a de arregimentar o apoio político. Destacou que o empenho demonstrado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva já causou um efeito positivo na Fifa. O próximo passo será fazer a inscrição para ser a sede da Copa de 2014, após a realização do Mundial da Alemanha.

"O que não podemos deixar de fazer, e bem, é o nosso dever de casa. Precisamos ter organização necessária, porque senão vamos perder a Copa para nós", frisou Teixeira, descrente que outro país do continente possa ou pretenda realizar o Mundial, destinado ao Brasil.

A viabilização econômica da Copa do Mundo também não é preocupação para o presidente da CBF. O dirigente lembrou que no "país do futebol" não vão faltar são investidores dispostos a construírem estádios e estruturas para o Brasil fazer a melhor edição de um Mundial.

"A Copa do Mundo é um evento para quem investir ganhar dinheiro. O retorno financeiro é mais do que garantido. E, aqui no Brasil, o que não falta são investidores interessados", disse o presidente da CBF. "Não vamos querer um centavo do Governo Federal. Só desejamos que participe nos assuntos pertinentes a ele, como segurança e os serviços de alfândega, vistos, nos aeroportos."

Para conseguir o dinheiro necessário para estruturar a Copa do Mundo de 2014, já que lembrou a necessidade de o Brasil ter nove ou dez estádios em condições de realizar as partidas, Teixeira vai montar um comitê financeiro. O dirigente quer reunir "grandes empresários" para cuidar da captação e gerenciamento dos recursos.

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