A Revisão 2004 da Projeção de População divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que a taxa de mortalidade infantil no país continua caindo em função das campanhas de vacinação em massa, de exames pré-natais e de aleitamento materno e também aos serviços de saúde feitos por agentes comunitários.

Em 1970, o país registrava em torno de 100 mortes para cada mil crianças nascidas vivas. Em 2000, a taxa caiu para 30 por mil, um patamar ainda alto em comparação a países vizinhos do Cone Sul: na Argentina eram 21 mil mortes para cada mil nascidos com vida; no Chile, 12 mil; e no Uruguai 15 mil. No ranking dos 192 países signatários da Organização das Nações Unidas, o Brasil ocupa a 100ª posição.

O estudo destaca que a partir de 1980 as mortes por violência passaram a atingir a estrutura por idade das taxas de mortalidade, principalmente dos adultos jovens do sexo masculino. Em 2000, por exemplo, a incidência da mortalidade masculina entre jovens de 20 a 24 anos foi quatro vezes superior à da feminina.