Retorno da Sudene e Sudam também continua no papel

Além da transposição do Rio São Francisco, outro projeto do Ministério da Integração Nacional que patinou no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e até agora não se concretizou foi a recriação da Sudene e da Sudam, as Superintendências de Desenvolvimento do Nordeste e da Amazônia, extintas no governo Fernando Henrique Cardoso por denúncias de corrupção. O Ministério do Planejamento ainda não aprovou a proposta encaminhada pelo ministro Geddel Vieira Lima. Outro projeto similar tinha sido encaminhado na gestão do ex-ministro e hoje deputado Ciro Gomes (PSB-CE), mas também não avançou.

Enquanto os partidos já se mobilizam para ocupar os cargos mais importantes das superintendências, que nem sequer foram criadas, uma outra briga está em curso: aumentar o poder da Sudene e da Sudam. Apesar de serem apresentadas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) como o caminho para o ?incentivo ao crescimento regional?, as superintendências não terão autonomia para gerir os recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento do Nordeste (FNDE) e do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA).

Lula vetou o artigo que proibia o contingenciamento de recursos. Na prática, significa que o governo poderá suspender a liberação de dinheiro quando bem entender. Mais: os recursos que não forem utilizados ao longo do ano não poderão ser usados no ano seguinte e terão de voltar ao Tesouro, para gerar superávit.

Em público, os técnicos da Integração Nacional chamam as dificuldades enfrentadas para recriar a Sudene e a Sudam de ?desafios?. Além de tentar derrubar o veto de Lula, o segundo ?desafio? será uma batalha com os governadores: tentar retomar a criação do Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional, que está entre as propostas da reforma tributária, mas também não sai do papel.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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