O 1,2 milhão de eleitores de Curitiba é o novo alvo dos candidatos ao governo do Paraná. O candidato de oposição, Osmar Dias (PDT), que conquistou 33% desses votos no primeiro turno, conseguiu agora o apoio integral do prefeito Beto Richa (PSDB), aprovado por parte da população. O candidato à reeleição, Roberto Requião (PMDB), não perdeu tempo e já criou um fato para tentar aumentar os 37% de votos que teve. "Hoje, 90% do que se faz em Curitiba é investimento direto do governo ou financiamento para a prefeitura", disse em entrevista à Rádio CBN. "Sou um pouco prefeito de Curitiba também.

Na ajuda, Requião incluiu até a manutenção da tarifa do transporte coletivo em R$ 1,80. Segundo ele, isso só foi possível porque o Estado irá comprar combustível sem incidência de ICMS, repassando-o para as 25 empresas de ônibus da cidade. Richa rebateu: "As obras em Curitiba fomos nós que fizemos." Ele lançou um desafio para que Requião "prove que deu um centavo para a prefeitura no ano passado". "Fechamos com superávit de R$ 17 milhões." Segundo o prefeito, o convênio para compra de óleo diesel "não saiu do papel". "O governo do Estado não moveu uma palha, não fez uma manifestação sequer para conseguirmos baixar a passagem", afirmou.

O candidato Osmar Dias também entrou na briga. "A agressão ao prefeito só começou depois que ele decidiu me apoiar", afirmou. "O Requião muda muito rápido de opinião." No primeiro turno, Richa preferiu ficar neutro. Se nas entrevistas a disputa vem se aquecendo, no horário eleitoral gratuito continua morna. Os coordenadores da campanha de Dias preferiram, no programa de hoje, colocar o discurso da mudança e renovação na boca de populares. Nada de propostas concretas. Apenas informações vagas de programas que se pretende implementar. Mesmo tom do programa do PMDB, que passou a maior parte do tempo enaltecendo o que já foi feito, sem apresentar objetivamente o que será acrescentado caso Requião vença.