O governador Roberto Requião voltou a pedir nesta terça-feira (04), na reunião da Escola de Governo, que os deputados estaduais acelerem a votação do projeto de lei que institui o salário mínimo regional de R$ 437 e anunciou que até o final do ano terá completado a reforma estrutural e a recuperação dos salários de todos os funcionários públicos do Paraná. ?Vou aguardar o sinal verde dos secretários Heron Arzua (Fazenda) e Nestor Bueno (Planejamento). Estamos festejando o reajuste do quadro geral e das Universidades e daqui para frente temos a preocupação com o salário do Iapar, da Emater, dos procuradores do Estado e dos delegados da Polícia Civil?, anunciou o governador.

continua após a publicidade

Na segunda-feira (03) Requião sancionou a lei que aumenta os salários dos servidores públicos que compõem o Quadro Próprio do Poder Executivo (QPPE), o chamado quadro geral, com índices que variam de 25,56% a 88,1% . O governador também instituiu um novo plano de cargos e carreiras para os servidores técnico-administrativos das universidades e faculdades estaduais de até 83%, aos mais de 8,7 mil servidores ativos e aposentados. ?Começamos a recuperação dos salários pelos professores e funcionários da Educação e deixamos por fim aqueles que durante os anos de arrocho tiveram um salário diferenciado?, justificou.

Sobre o salário mínimo regional, Requião afirmou que não há prejuízos para a economia do Estado, pelo contrário, e reforçou o apelo para que deputados de todos os partidos votem o projeto de lei. ?Uma das medidas que resolvemos tomar para estimular o consumo interno, fazer a economia girar restabelecendo o círculo virtuoso do desenvolvimento foi o aumento no salário dos trabalhadores. É um avanço na capacidade de consumo dos trabalhadores?, ressaltou.

Incentivos

continua após a publicidade

Requião lembrou que o salário mínimo nacional leva em consideração a existência de Estados muito pobres e prefeituras que têm um número muito grande de funcionários. ?Nós propusemos um salário mínimo principalmente para as categorias que não estão sindicalizadas, que têm dificuldades em reivindicar aumentos salariais entre R$ 427 e R$ 437?, afirmou.

O governador também recordou que o Governo já concedeu uma série de incentivos aos empresários, como o programa Bom Emprego e a isenção e redução do imposto para micros e pequenas empresas. ?Os empresários já tiveram do Estado benefícios rigorosamente incríveis e conseguimos gerar em três anos 278.857 empregos com formais no Paraná. Nos oito anos do governo que nos antecedeu, foram gerados apenas 37 mil empregos com carteira assinada?, observou.

continua após a publicidade

R$ 2,8 bilhões

O Governo do Estado já concedeu, por meio do programa Bom Emprego, R$ 2,8 bilhões em incentivos a 85 empresas que se instalaram ou ampliaram suas atividades no Paraná. Voltado à descentralização industrial, geração de empregos e renda, o programa criado no governo Roberto Requião em 1993 é direcionado principalmente para as regiões mais pobres ou de baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

As empresas beneficiadas pelo programa têm o recolhimento do ICMS dilatado por até oito anos: quatro de carência e mais quatro para começar a pagar. As empresas que aderiram ao programa estão espalhadas por 34 cidades do Paraná. Em Curitiba e Região Metropolitana são 43 empresas atendidas. A região Norte do Paraná detém 24 empresas beneficiadas, sendo que só em Londrina são nove. As outras se espalham pela região Sul, com 12, e Oeste, com seis empresas participantes do programa.

Para as indústrias que participam do Bom Emprego, há ainda a possibilidade de dilação do ICMS cobrado sobre a conta de luz. O decreto nº 1.464/2003 oferece um prazo de quatro anos para o início do recolhimento do imposto, sendo dois de carência e outros dois para o início do pagamento. Os pedidos devem ser encaminhados pela Copel, que os repassa para a Secretaria da Fazenda.