O governador Roberto Requião se reuniu hoje, na Ilha das Cobras, litoral do Estado, com o embaixador do Paraguai no Brasil, Luiz González Árias, para discutir a normalização da exportação de soja de origem paraguaia através dos portos paranaenses e também o acordo binacional que possibilitou a criação do terminal do país no porto de Paranaguá.

No encontro, Requião e Árias discutiram propostas para a melhor forma de retirar todo o carregamento de soja paraguaia, cujos testes apontaram como transgênica, do porto de Paranaguá. Ele também debateram o acordo assinado entre 1956 e 1957 que criou o terminal ANNP.

Desde a assinatura do convênio, o terminal era utilizado pelo Paraguai para exportar seus produtos, mas há cerca de quatro foi terceirizado e atualmente é administrado pela ADM, uma das maiores multinacional do mundo no setor de grãos e que opera com soja paraguaia e brasileira.

“O Paraguai se beneficia com o acordo porque nós abrimos o porto para que eles pudessem exportar toda a sua produção. No entanto, eles não podem utilizar o terminal para exportar soja transgênica, que está proibida por lei de ser comercializa, industrializada e também exportada pelos portos paranaenses”, explicou Requião.

Na próxima terça-feira (4), o superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA), Eduardo Requião, e o vice-governador e secretário da Agricultura e do Abastecimento (Seab), Orlando Pessuti, devem se encontrar, em Assunção, com o presidente do Paraguai, Nicanor Duarte Frutos, para discutir soluções para a exportação da soja paraguaia por Paranaguá e para o terminal do país.