Representantes do Ministério da Saúde (MS), da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), de associações e conselhos de profissionais de saúde, de secretárias estaduais e municipais, de conselhos populares de saúde e membros do judiciário participam de encontro para discutir a integração entre os sistemas público e privado de saúde. Ele acontece até hoje, em Brasília. Rio de Janeiro, Belém, Recife e Curitiba já promoveram esse debate.

O Encontro de Integração com o Sistema Único de Saúde (SUS) tem como objetivo propor uma agenda comum entre os dois setores para otimizar o trabalho do setor de saúde no país e assim melhorar o atendimento à população, como explica a gerente geral de integração com o SUS na agência, Rosa Lages. "A idéia é promover a qualificação da assistência à saúde, otimizar o custo dessa assistência e os dois setores trabalharem com um objetivo comum de prestar assistência à saúde da população", afirma.

O diretor de desenvolvimento setorial da ANS, José Leôncio Feitosa, aponta que o trabalho articulado entre o sistema público e privado pode, por exemplo, reduzir custos através da avaliação e do uso de novas tecnologias, de novos tratamentos, além da união entre "o forte poder de compra do estado ao poder de compra do sistema privado". Ele destaca que outro ponto importante é a troca de informações sobre doenças e modelos de gestão diferenciados. Feitosa comenta que a integração entre os setores é pequena e "acontece de forma desorganizada e sem troca de dados".

O encontro de Brasília é o último a ser realizado. "A partir dessa agenda, vamos discutir com o ministério, com o setor de saúde suplementar e o conselho nacional de saúde e fazer esforços para que essa agenda ocorra, para que de fato esses benefícios que imaginamos se realizem, mudando um pouco a realidade sanitária brasileira", diz o diretor de desenvolvimento setorial da ANS.