As prioridades do São Paulo, para 2006, são conseguir a prorrogação do empréstimo do contrato de Aloísio, que agradou muito a Comissão Técnica nos dois jogos que realizou no Mundial de Clubes da Fifa, e fazer um novo contrato com Amoroso.

A negociação de Amoroso se resolve nos próximos dias. Ele tem contrato até o dia 31 de dezembro e já assinou um pré-contrato com o FC Tokyo, do Japão. "Ele está louco para ficar. Na hora da festa de comemoração, deu um grande abraço no presidente (Marcelo Portugal Gouvêa) e disse que deseja ficar. Nós também queremos que ele fique", diz o superintendente de futebol, Marco Aurélio Cunha.

O vínculo de Aloísio é com o Atlético-PR e termina em fevereiro. Foi feito um contrato às pressas, de apenas três meses, para que ele pudesse ser inscrito a tempo de disputar o Mundial de Clubes da Fifa. Há a perspectiva de uma dura negociação com Mario Celso Petraglia, presidente do Atlético-PR. Ele ganhou o primeiro round no mês passado, quando o São Paulo tentou negociar diretamente com o Rubin, da Rússia, a cessão do jogador. Petraglia se adiantou, comprou o passe de Aloísio e o cedeu ao jogador.

O São Paulo vai usar como argumento o fato de disputar a Libertadores para seduzir Aloísio a ficar. Nem precisa muito. O jogador se adaptou bem ao clube e já fez sua opção. A briga agora é com Petraglia, que tem uma relação ruim com o São Paulo desde a final da Libertadores, quando viu vetada, por causa de uma dura ação do São Paulo, junto à Conmebol, a possibilidade de jogar a primeira partida da final da Libertadores em seu estádio a Arena da Baixada, com capacidade para menos de 40 mil lugares conforme determina o regulamento da Libertadores.

A idéia do São Paulo é conseguir um time mais forte e homogêneo em 2006 do que em 2005. Houve uma certa decepção com o banco de reservas quando Paulo Autuori foi obrigado a dar um descanso aos titulares. O time não rendeu e as derrotas se sucederam.

"Creio que, esse ano, deveremos dar uma priorizada no Campeonato Brasileiro, uma competição muito importante e que o clube não ganha há 15 anos", diz Paulo Autuori. Para isso, Juvenal Juvêncio, diretor de futebol, promete segurar todos os jogadores e Marcelo Portugal Gouvêa, presidente do clube, acena com a contratação de quatro ou cinco reforços.