Remédios estragados dão prejuízo de R$ 1 milhão no Pará

Cerca de R$ 1 milhão em remédios estragados estão ocupando as prateleiras de um almoxarifado da Secretaria Estadual de Saúde, no Pará. A maioria está com o prazo de validade vencido ou perto de vencer. O almoxarifado, que fica em Belém, está tomado pela poeira e tem até aranhas. O presidente do Conselho Regional de Farmácia do Pará, Walter João, disse que o ambiente é impróprio para o armazenamento de remédios.

São medicamentos para hepatite, anemia, convulsão e usados no tratamento de doentes mentais. O prejuízo já é de R$ 1 milhão e vai aumentar, porque a secretaria decidiu não repassar às prefeituras remédios que perderão a validade em breve. "A gente não pode redistribuir medicamentos que estão com validade até julho ou agosto, porque podemos correr o risco de o paciente usar o remédio fora de validade", diz a assessora da Secretaria de Saúde, Nelma Esteves.

Segundo a secretaria, cerca de 30 mil comprimidos de um remédio usado por pacientes com hepatite perderam a validade. Com essa quantidade, é possível atender por dois meses todas as pessoas que precisam do tratamento no Pará. Na Santa Casa, em Belém, faltou remédio para combater a hepatite. O governo do Pará afirma que os remédios estragaram porque a administração anterior que não controlava os estoques. O ex-secretário estadual de Saúde, Fernando Dourado, disse que não poderia dar entrevista. O Ministério Público vai investigar o caso.

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