O ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, disse hoje, por meio de sua assessoria de imprensa, que o relatório da Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) do Ministério da Fazenda que aponta para o risco de o País enfrentar um novo apagão se a economia crescer mais de 4% ao ano entre 2007 e 2010 "não traz nenhuma preocupação nova aos cuidados que o Ministério de Minas e Energia já vem perseguindo para que haja a oferta de energia necessária, nem mais e nem menos, para o crescimento sustentado do País"

O relatório da Seae afirma que só haveria energia suficiente para sustentar um crescimento de 4% ao ano até 2010 se as usinas termelétricas a gás conseguirem operar a plena carga – algo que não está acontecendo – e se não houver atrasos na programação de entrada em operação de novas usinas hidrelétricas. Mas, só entre as 27 usinas hidrelétricas "em implantação" listadas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), 14 estão com seus cronogramas atrasados, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Técnicos do governo, porém, acreditam que o maior crescimento da economia que poderá ser gerado pelo PAC poderá estimular os investimentos em geração de energia, viabilizando a conclusão dos projetos. Além disso, disseram esses técnicos, o governo precisa trabalhar para que haja um equilíbrio entre a oferta e a demanda de energia, já que também não é interessante que a produção fique muito acima da demanda, já que, nessa situação, os preços da energia poderiam cair muito e desestimular os investimentos.