Rio – O programa brasileiro de tratamento da aids foi elogiado no relatório do Programa das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids), apresentado durante a 26ª Seção Especial da Assembléia Geral das Nações Unidas em HIV e Aids, na semana passada em Nova Iorque. O programa engloba uma série de ações de prevenção e tratamento da aids, além de garantir acesso a medicamentos gratuitos para todos os residentes no Brasil.

De acordo com o relatório, existem no Brasil 620 mil pessoas contaminadas pelo vírus HIV, o que representa um terço das pessoas infectadas na América Latina. Segundo o documento, houve alguns avanços no combate à aids no mundo, mas o vírus já contaminou quase 39 milhões de pessoas de todos os continentes.

No ano passado, 170 mil dos 209 mil brasileiros que necessitavam de tratamento contra a aids teriam recebido a terapia antiretroviral, incluindo cerca de 30 mil consumidores de drogas injetáveis. O relatório informa que "em várias cidades brasileiras estão diminuindo as infecções por HIV relacionadas a práticas perigosas de uso de drogas injetáveis".

Entretanto, o documento diz que está aumentando o número de jovens que têm relações sexuais mais cedo e com mais parceiros. Ao menos um de cada três brasileiros pesquisados, de 15 a 24 anos, disse que já era sexualmente ativo antes de completar 15 anos.

A Seção Especial da Assembléia Geral da ONU começou no dia 31 de maio e terminou no dia 2 de junho. Entre os representantes brasileiros, participou o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.