O relator da CPI dos Correios, Osmar Serraglio (PMDB-PR), sugeriu ao Ministério Público o indiciamento do autor das denúncias do mensalão, ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-SJ), em três tipos de crime: eleitoral, contra a ordem pública e por corrupção passiva. O ex-ministro José Dirceu foi acusado por corrupção ativa.

Já o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza incorreu em nove crimes, naquilo que a deputada Denise Frossard (PPS-RJ) chamou de "metade do Código Penal atrás de si": falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, tráfico de influência corrupção ativa, supressão de documento, fraude processual, contra a ordem tributária, peculato e improbidade administrativa

Delúbio Soares, o ex-tesoureiro do PT que se tornou parceiro de Marcos Valério nas irregularidades, teve seu indiciamento pedido por falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, corrupção ativa, crime eleitoral e peculato, de acordo com o relatório de Osmar Serraglio. O ex-presidente do PT José Genoino terá de responder por três crimes: falsidade ideológica, corrupção ativa e crime eleitoral.

O atual secretário do Núcleo Estratégico do governo, Luiz Gushiken, teve seu indiciamento pedido por envolvimento com o mensalão e com os fundos de pensão, pelo qual poderá responder por tráfico de influência e corrupção ativa. Seu ex-protegido e hoje desafeto Henrique Pizolatto poderá ser indiciado por falsidade ideológica, peculato e lavagem de dinheiro.

O servidor de carreira dos Correios Maurício Marinho, pivô de todo o escândalo de corrupção no governo, cometeu o crime de corrupção passiva, de acordo com Osmar Serraglio. Ele foi flagrado e filmado no momento em que punha no bolso R$ 3 mil pagos por um empresário interessado em fazer negócios nos Correios.

A secretária Simone Vasconcelos, que distribuía o dinheiro do esquema de corrupção, poderá ser indiciada por lavagem de dinheiro e corrupção ativa. Rogério Tolentino, sócio de Marcos Valério, por falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Cristiano Paz, outro sócio, também responderá por lavagem de dinheiro e corrupção ativa. O ex-presidente do Banco do Brasil Cássio Casseb responderá por condescendência criminosa

Kátia Rabelo, dona do Banco Rural, e Ricardo Guimarães, proprietário do BMG, serão indiciados por fraude na administração de sociedade por ações, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.