Os moradores do conjunto habitacional Tramontina, na regional da CIC, já podem comemorar. A Prefeitura iniciou nesta semana as obras de canalização do Arroio Campo Comprido. Depois da implantação da tubulação, será aberta uma rua que fará a ligação entre os bairros CIC e Campo Comprido. Esse acesso vai reduzir pela metade o percurso entre os dois bairros e garantir mais segurança para a comunidade local. Serão beneficiadas cerca de 15 mil famílias.

Os trabalhos estão sendo executados pela Administração regional da CIC. "É uma obra de grande impacto para os moradores", disse o administrador regional, Dirceu de Matos. Ele conta que hoje os moradores do Conjunto Tramontina e arredores precisam fazer um trajeto muito longo para chegar até a Vila Sandra, que fica no Campo Comprido.

"É necessário fazer um desvio de quase três quilômetros para chegar ao outro lado", explica o administrador. No local onde existe travessia do arroio Campo Comprido serão assentados oito tubos de dois metros.

A nova via permitirá ligação da rua Pedro Kogut, na CIC, e a José Kentich, no Campo Comprido. Com a conclusão das obras os moradores terão outra opção de acesso para a rua Eduardo Sprada, que é um importante corredor do sistema viário na região.

Além dos moradores do conjunto Tramontina, outros dez conjuntos habitacionais vão utilizar o acesso – Vila Sandra I e II; Bela Vista; Ilha Verde; Augusta B; Colibri; Atenas I e II e Moradias Augusta. Isso envolve cerca de 15 mil famílias.

Fim do mau cheiro

Outra obra importante que está sendo executada pela Administração Regional da CIC é a do bairro Caiuá. Trata-se da canalização de vala na rua Alvarez Azevedo, no bairro Cidade Industrial.

A obra é uma antiga reivindicação dos moradores. Eles reclamavam do mau cheiro e sofriam com alagamentos em períodos de chuvas fortes. Neste local a Prefeitura está assentando 80 tubos de 1,5 metro que farão o escoamento da água fluvial e do esgoto.

A obra de canalização vai passar em frente a onze casas. Antonio Oliveira, morador há 12 anos está acompanhando de perto os trabalhos. "É uma vitória. A minha casa era a mais atingida quando chovia, alagava até dentro de casa. E o mau cheiro tirava até o apetite", afirma Oliveira.

Os novos tubos serão colocados numa extensão de 219 metros. Os trabalhos da Prefeitura, que seguem o leito do rio, começaram pela rua Theodoro Prazmoski, no trecho entre as ruas Adelino de Paula e Arnaldo Baptista de Castro (a rua dos postes de alta tensão). Por causa disso a rua Theodoro Prazmoski está bloqueada para o tráfego de veículos no ponto junto ao rio. As obras se estenderão sob as ruas Oscar Spena e Arnaldo Baptista de Castro.

Celi Silvestre, de 25 anos, diz que a água invadiu sua casa pelo menos sete vezes, nestes cinco anos que mora no local. É que a casa, onde Celi mora com a mãe, o filho e os irmãos, sempre foi a primeira a ser atingida pela água, que tomava conta da rua Theodoro Prazmoski e ficava represada neste ponto. "Perdemos geladeira, o sofá apodreceu e o guarda-roupa está estragado de tanta água que entrou em casa. Depois que esta obra acabar vamos poder comprar tudo de novo", disse Celi.

Os novos tubos, com uma capacidade de vazão da água quase 16 vezes maior do que os atuais, estão sendo implantados onde antes havia uma vala aberta numa extensão de quase 30 metros, na rua Theodoro Prazmoski. Quando a obra estiver pronta este trecho da rua será assentado com terra e no ponto onde a rua se aproxima do rio a Prefeitura poderá plantar árvores.

Lixo

O tubo pequeno, que será desativado, não dá conta do volume de água e nem do lixo que é jogado nas ruas e no próprio rio. O material se acumula dentro do tubo e o entope, represando a água. Diversas vezes funcionários da Prefeitura precisaram entrar nos tubos para tirar o lixo enroscado manualmente, porque nem sempre o caminhão sugador conseguia tirar todo o material represado.

"Se a população colaborar, não jogando lixo na rua e nas caixas de ralo (bocas de lobo) a obra vai mesmo cumprir o seu papel e acabar com o risco de inundações neste ponto", assegura a engenheira Elizabete Sampaio, do Departamento de Obras e Saneamento da Prefeitura.

A dona de casa Maria Zenita da Silva, de 48 anos, diz que não há motivos para haver lixo nas ruas da região. "O lixeiro passa aqui três vezes por semana", afirma. Moradora na região há 14 anos, Maria Zenita diz que o lixo que vai para as ruas e depois para as bocas de lobo é um problema para ela. É que a sua casa, na rua Arnaldo Baptista de Castro, fica numa parte baixa a e há uma boca de lobo na frente. "Quando chove muito já venho aqui fora para tirar o lixo. Se eu não fizer isso alaga a minha casa. Pelo menos umas cinco vezes já perdi as minhas coisas por causa da chuva que entrou aqui", lembra.