O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciará a reforma ministerial na próxima semana. A informação é do ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro. Segundo ele, a reforma ministerial está 90% pronta "na cabeça do presidente". Lula, segundo Genro, decidiu deixar o anúncio para a próxima semana para não parecer que estaria interferindo de alguma forma nas decisões PMDB, numa referência à convenção do partido, que deve confirmar Michel Temer na presidência, depois que o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Nelson Jobim, desistiu da disputa.

No encontro de ontem com o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT)e o deputado Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) Lula, segundo Genro, teria dito que esperou tanto para formar a equipe e a situação foi tão difícil e positiva que era melhor deixar para anunciar o Ministério na próxima semana.

Tarso Genro não quis comentar a situação da ex-prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, que pleiteia uma vaga no Ministério, e negou que o deputado Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) tenha recebido convite para assumir um Ministério, no encontro de ontem, com o presidente Lula. Genro confirmou apenas que a bancada do PMDB na Câmara terá um ministro e que os atuais postos ocupados pelo partido devem ser mantidos. "Os setores do PMDB que já estão participando do governo estão participando com lealdade e vão continuar", disse Genro. Atualmente o partido ocupa as pastas das Comunicações (Hélio Costa) e de Minas e Energia (Silas Rondeau).

Com relação ao fato de o ex-ministro e aliado, Ciro Gomes (PSB-CE) ter defendido a manutenção do Ministério da Integração para o PSB, Tarso Genro disse que a pasta não é do partido. "O ministério da Integração não é do PSB. Foi do PPS na época em que o Ciro era do PPS e isso hoje pode ser mudado", disse.