Reajuste nos combustíveis influenciou alta na inflação

Os reajustes nos preços dos combustíveis foram os maiores responsáveis pela alta da inflação no mês de outubro. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), usado pelo governo para fixar as metas inflacionárias, e divulgado nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), subiu 0,44% ante o índice de 0,33% registrado em setembro. Além da gasolina, álcool, gás de cozinha e as tarifas aéreas, que aumentaram por causa do reajuste do querosene de aviação, o IPCA também subiu por causa dos aumentos nos preços dos automóveis novos e dos artigos de vestuário.

Segundo a gerente de índices de preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos, “os aumentos nos preços do aço e das resinas plásticas que vêm acontecendo ao longo do ano estão impactando nos preços dos carros novos, dos acessórios e peças para veículos e também dos eletrodomésticos”. No ano, os automóveis novos já acumulam aumento de 12,24%, as peças e acessórios de 17,44% e os eletrodomésticos de 8,58%.

Já os alimentos ajudaram a segurar a inflação. Em outubro, os preços caíram ainda mais do que em setembro. “O recuo dos preços dos alimentos foi favorecido pela queda do dólar, pela boa safra agrícola e ainda pela desaceleração dos preços das commodities agrícolas no mercado internacional, como o trigo, a soja e seus derivados”, explicou Eulina. Em outubro, os alimentos apresentaram deflação de 0,23%, depois da queda de 0,19% em setembro. As principais quedas foram da cebola, tomate, farinha de trigo e óleo de soja.

Para novembro, a expectativa é que a inflação continue pressionada pelos mesmos itens que impactaram em outubro. “Além do resíduo do reajuste dos combustíveis, haverá o impacto do reajuste da telefonia fixa e da energia elétrica no Rio de Janeiro”, destacou Eulina.

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