A partir de amanhã (1º/4), o salário mínimo terá seu maior valor real (descontada a inflação) desde 1986, com o reajuste para R$ 350. "Queremos dar continuidade na construção de uma política permanente de valorização do salário mínimo", afirmou o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho.

Em entrevista coletiva à imprensa, ele explicou hoje (31) que o governo resolveu adiantar o reajuste, por meio da Medida Provisória nº 288, para evitar a insegurança do mercado de trabalho e atender às reivindicações das centrais sindicais, já que o projeto de lei que aumenta o salário ainda não foi votado no Congresso.

Segundo o ministro, "o aumento representa adicionar R$ 15 bilhões na economia, uma elevação de R$ 3,7 bilhões na arrecadação tributária e uma projeção de elevação para 2,2 cestas básicas que poderão ser compradas com o valor do novo salário".

Esses avanços, acrescentou, decorrem da estabilidade econômica, do controle da inflação e da desoneração tributária da cesta básica: "Isso eleva o poder de compra real não só daqueles que ganham salário mínimo, mas de toda a população com baixa renda."

Sobre o plano de carreira dos servidores aposentados, ele ressaltou que o governo tem trabalhado para encontrar uma solução que atenda às reivindicações da categoria, sem prejuízo para o Orçamento. "Temos de tomar a decisão que não traga impacto no futuro. Mas já está claro que o reajuste igual ao do mínimo é impossível de ser atendido", informou.

Na próxima quarta-feira (5/4) o ministro terá nova reunião com as lideranças da categoria e, segundo Marinho, "a meta é que na sexta-feira essa discussão seja finalizada".