Reajuste do preço do gás boliviano deve obedecer contratos, diz ministro

O reajuste de preços do gás natural da Bolívia deve ser discutido nos termos dos contratos em vigor, segundo afirmou hoje (16) o ministro de Minas e energia, Silas Rondeau.

"Esperamos que se resolva dentro da lógica empresarial da Petrobras", disse o ministro na audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Sendo que discute as conseqüências para o Brasil da nacionalização das reservas de petróleo e gás na Bolívia.

O presidente da Petrobrás, Sergio Gabrielli, também presente à audiência pública, lembrou que o contrato assinado com a estatal boliviana Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB), tem como foro a cidade de Nova Iorque, logo, não se submete à situação interna boliviana. "Na relação entre Bolívia e Brasil permanecem as leis internacionais", esclareceu Gabrielli.

Segundo ele, os bolivianos reconheceram essa condição na reunião realizada em La Paz há cerca de uma semana da qual participaram ministros da área e dirigentes das estatais de petroleo dos dois países.

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