O governo federal deu por encerradas as negociações com os docentes das universidades federais e publica nesta semana uma Medida Provisória com o novo reajuste da categoria, à revelia dos professores. Os percentuais de aumento, que variam de 10,15% a 34,9%, ficaram acima da inflação como queria a categoria.

No entanto, o governo não concedeu a isonomia entre pessoal da ativa e inativos, uma das exigências do sindicato. Depois de 12 rodadas de negociação, chegou-se num impasse e a União decidiu ir adiante.

Com 14 universidades federais em greve e outras com indicativo de greve aprovado nas assembléias, o governo federal aposta no fato consumado e na possibilidade de dividir o movimento. A intenção é que os professores recebam o aumento na folha de setembro, mesmo que suplementar, retroativo a primeiro de maio.

“Muitos professores acreditavam que com o impasse o governo não iria dar o reajuste. Depois do pagamento irão ver que fomos adiante e eles podem voltar a trabalhar”, disse o secretário-executivo adjunto do Ministério da Educação, Jairo Jorge.

Esse é um ponto. O outro, é que com a MP publicada e o reajuste concedido o governo deixa claro que não há possibilidade de se obter nada mais, o que tira parte do poder de pressão do sindicato. Nesta quarta-feira o ministério vai publicar carta aberta nos principais jornais do País explicando o reajuste, as negociações e o impasse.

“Estamos convictos que a nossa proposta pode mudar esse quadro de greves”, disse o secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça.