Radar aponta que barcos navegavam em direção contrária

O registro do radar do cargueiro Roko, que se chocou contra um pesqueiro na noite de terça-feira, deixando oito mortos, mostra que as duas embarcações navegavam em rotas paralelas e direções opostas, e não em rotas perpendiculares, como se supôs inicialmente. De acordo com o capitão dos portos, o capitão-de-mar-e-guerra Antônio Fernando Monteiro Dias, uma das embarcações deu uma guinada brusca, provocando o acidente. O registro do radar mostra que o cargueiro manteve a mesma posição até a batida.

Monteiro Dias explicou que o radar processa informações como distância, rumo da outra embarcação, velocidade, afastamento lateral. O pesqueiro, que estava iluminado, apareceu no radar do Roko, seguia a uma velocidade de cerca de 8 nós (15 quilômetros por hora) e a distância entre as embarcações variava entre 150 e 200 metros.

"Algo aconteceu que as duas vieram a colidir. Em tese, o leme pode ter travado num dos lados e a embarcação fez uma curva, ou houve falha no motor e o mar jogou uma embarcação contra a outra", disse Monteiro Dias. Ele lembrou que um navio do tamanho do Roko, de 108 metros de comprimento, demora para dar uma guinada, "tem inércia muito grande".

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