Apesar da enormidade dos obstáculos de natureza política que precisa suplantar, o Brasil faz por merecer a confiança de economias industrializadas. Não foi outra a atitude do presidente francês Nicolas Sarkozy, para quem o Brasil tem todas as condições para ocupar um lugar permanente no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

O presidente francês, abordando aspectos gerais da política externa de seu governo, num encontro com embaixadores acreditados em Paris, enfatizou que, além do Brasil, Alemanha, Índia e um representante da África deveriam ter a mesma prerrogativa.

A maior surpresa causada por Sarkozy, um chefe de governo que aos poucos vai impondo um estilo pragmático e independente, veio na proposta de transformar o G8 em G13, com o ingresso definitivo de Brasil, Índia, México e África do Sul no pretório das economias mais desenvolvidas.

O dirigente francês enfatizou que a entrada desses países no grupo de ponta da economia mundial é vital para a conquista do equilíbrio social e no combate ao aquecimento global.

Reconhecer responsabilidades comuns, posto que diferentes, sobretudo das potências emergentes, na visão do presidente francês, é imprescindível para armar a rede de proteção do nosso planeta, sobretudo contra as ameaças de conflitos raciais.

O presidente Nicolas Sarkozy sabe do que está falando e, numa jogada de mestre, colocou a França na vanguarda das grandes questões mundiais.