Belo Horizonte – O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse hoje (1) que, com a decisão sobre a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) para o segundo trimestre, o Conselho Monetário Nacional (CMN) procurou dar uma "sinalização" para o mercado. O CMN, formado pelos ministros da Fazenda e do Planejamento e o presidente do Banco Central (BC), fixou ontem (31) em 8,15% a taxa que serve de referência para os empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A reunião foi a primeira da qual participou o novo titular da Fazenda, Guido Mantega – que anteriormente defendia um corte mais acentuado, de dois pontos porcentuais, nos juros de longo prazo.

Bernardo classificou como "significativa" e "adequada" a redução de 0,85%. "Isso foi feito levando em consideração aspectos técnicos e também a sinalização que o ministro Guido, o ministro (Henrique) Meirelles (presidente do BC) e o ministro do Planejamento queriam dar para os agentes da economia, para o mercado em maneira geral. Acho que foi uma medida adequada", afirmou o ministro, salientando que um dos pontos levados em conta na decisão foi o risco país.

Bolívia

O ministro participou hoje da programação que antecede a Assembléia Geral de Governadores do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em Belo Horizonte. Bernardo, que é o governador do Brasil no evento, se reuniu com o ministro da Fazenda da Bolívia, Luis Alberto Catacora.

Ele negou que um dos assuntos a serem discutidos no encontro seria a crise do gás envolvendo a Petrobras e o governo boliviano. "Vamos tratar dos assuntos pertinentes a esse encontro e ao Banco Interamericano de Desenvolvimento. Esse é um assunto mais do Ministério da Minas e Energia, da Petrobras, das Relações Exteriores, não é da alçada do Planejamento."