Quatro grandes atentados a bomba hoje, no Iraque, causaram a morte de ao menos 49 pessoas. No maior atentado do dia, num bairro sunita no sul de Bagdá, um caminhão carregado de explosivos foi detonado contra uma delegacia matando 22 pessoas – entre elas 16 policiais – e ferindo outras 28. O atentado pela manhã ocorreu cerca de três horas depois que duas granadas de morteiro caíram num encrave xiita no mesmo bairro, Dora, matando três pessoas e ferindo outras sete.

Na cidade de Tal Far, na fronteira com a Síria, outras 10 pessoas foram mortas e três ficaram feridas em um atentado suicida a bomba contra uma padaria numa área sunita.

O atentado ocorreu quase um ano depois que o presidente americano, George W. Bush, citou Tal Afar como um exemplo de progresso no estabelecimento da segurança no Iraque.

Um atentado suicida com caminhão-bomba nas proximidades de uma mesquita xiita em Haswa, 50 km ao sul de Bagdá, deixou ao menos 11 mortos e 45 feridos. Em Qaim, 320 km a oeste de Bagdá, perto da fronteira com a Síria, dois atacantes suicidas explodiram dois carros-bomba na frente de uma delegacia de polícia, matando cinco policiais, uma civil e ferindo outras 19 pessoas.

Ao todo, pelo menos 74 pessoas morreram hoje na violência política e sectária no Iraque – incluindo os 11 corpos crivados de balas encontrados em Bagdá, os seis retirados do rio Tigre ao sul da capital e os oito em Faluja, a oeste.

O Pentágono anunciou hoje a morte de mais dois de seus soldados, elevando para 3.234 o número de militares americanos mortos no Iraque desde o início da invasão, em março de 2003.

Já o vice-presidente sunita do Iraque, Salam al-Zubaie, vítima de um atentado suicida a bomba em uma mesquita sexta-feira no jardim de sua casa, que deixou dez mortos, incluindo o atacante, saiu hoje da UTI de um hospital militar americano na Zona Verde de Bagdá, e seu estado era estável.