Por orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o PT vai esperar pelo apoio, mesmo que não oficial, do PSB e do PCdoB até o fim do mês, quando termina o prazo para as convenções partidárias. "São nossos parceiros naturais. Queremos o apoio dos dois partidos, mesmo que político e informal", disse o presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP).

Sem PCdoB e PSB, o PT teria apenas seis minutos de programa eleitoral no rádio e na TV à tarde e outros seis à noite. Com os dois partidos coligados, o tempo poderia chegar a 9 minutos, como a aliança PSDB/PFL do candidato Geraldo Alckmin. Mas o PT parece não se importar com a diferença. "Se os dois partidos não vierem, ficaremos com os 6 minutos. Não é nenhuma tragédia. Já cansei de fazer campanha contra partidos que tinham muito mais tempo e vencer a eleição", disse Berzoini.

Para ele, o programa de rádio e TV é importante, mas deve ter o tamanho certo. "O que vale é ter um programa de qualidade e um candidato que se comunique com os eleitores", afirmou. Berzoini disse que Lula anunciará a candidatura somente no sábado, na convenção nacional do PT.

Dificuldades nas composições estaduais têm afastado o PSB e o PC do B do PT. O PSB tem mandado sinais ao presidente Lula de que aceitaria o convite para que a vice fosse ocupada por Eduardo Campos, que vai disputar o governo de Pernambuco contra Mendonça Filho, do PFL, e contra Humberto Costa, do PT. Mas é quase certo que o vice José Alencar, do pequeno PRB, será novamente candidato na chapa de Lula.

O PCdoB só fará sua convenção no dia 29. É uma forma de pressionar o PT a atender reivindicações do partido. Foram três: apoio do PT ao ex-ministro Agnelo Queiroz na disputa para o governo do Distrito Federal, apoio dos petistas à candidatura do senador Leomar Quintanilha ao governo de Tocantins e manutenção da candidatura do deputado Inácio Arruda (PC do B-CE) ao Senado.