O PT propõe a manutenção da meta de ajuste fiscal de 4,25% também num eventual segundo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e prevê crescimento da economia de forma mais acelerada que nas duas últimas décadas e no primeiro governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva o que, segundo o partido, permitirá a atualização da infra-estrutura, expansão e qualificação do parque produtivo e resgate da dívida social do governo.

Estas são metas que constam das diretrizes do programa para um segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, se reeleito em outubro. As diretrizes foram lançadas hoje, na sede do PT em Brasília, com a presença de diversos membros da executiva nacional do partido. Elas ficarão agora abertas a sugestões dos partidos aliados e da sociedade civil e deverão transformar-se no programa do candidato Lula até a primeira quinzena de julho, quando deverão estar concluídas.

Segundo consta do documento lançado hoje, o Brasil terá de avançar na estrutura de financiamento do investimento produtivo. Terá que avançar, também, na distribuição de renda, mas também gerar conseqüência de enriquecimento do País.

Outras metas constantes das diretrizes são: manter a estabilidade macroeconômica com expansão do PIB; manutenção do combate à inflação; redução da vulnerabilidade externa, mantendo o crescimento do superávit comercial e das contas externas; desdolarização da divida interna; alongamento do perfil do endividamento externo; expansão das reservas; maior integração do País com a comunidade sul-americana; fortalecimento do Mercosul e reforço da política de democratização das instituições públicas de forma a garantir o controle do Estado pela sociedade.

O PT se propõe, também, a fazer um projeto de nação que passe pela educação de qualidade, ciência e tecnologia, criação e difusão cultural. Conforme as diretrizes, no próximo mandato, Lula dará particular impulso à reforma da educação.

No documento, o PT afirma que é preciso avançar no aumento da criação de empregos e na distribuição de renda, na universalização do ensino e na redução da vulnerabilidade externa e se propõe a transformar o debate da reforma política num debate nacional, com a questão da fidelidade partidária e financiamento de campanha.

Além do presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), participaram da solenidade de lançamento das diretrizes, na sede do partido em Brasília, o chefe da assessoria especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marco Aurélio Garcia, e os membros da executiva nacional do partido Glauber Piva, Juarez Guimarães, Míriam Belchior e Valter Pomar.

Confirmação

Berzoini disse que possivelmente até o início da próxima semana o presidente Lula deverá comunicar formalmente ao partido que é candidato à reeleição, para que no dia 24 de junho a convenção do PT possa homologar o seu nome. Por enquanto o presidente tem adiado a decisão, para evitar problemas com a Justiça Eleitoral, que restringe as atividades do candidato à reeleição, durante a campanha.