Foi dada a largada oficial da corrida pelo espólio do PMDB. Sepultada a candidatura própria do partido a presidente da República, o PT do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o PSDB do presidenciável Geraldo Alckmin digladiam-se agora pelos palanques estaduais do PMDB. O presidente Lula saiu na frente. Ele espera fechar o apoio de até 22 diretórios estaduais do PMDB em favor do projeto da reeleição.

No fim desta tarde, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMSB-AL), e o senador José Sarney (PMDB-MA), foram ao Planalto conversar com Lula. Segundo um dirigente da ala governista do partido, no entanto, a agenda do PMDB não era eleitoral e, sim, administrativa.

A ala governista do PMDB avalia que o Planalto terá interesse em atender ao partido porque, embora alardeie o apoio de 22 diretórios, a contabilidade dos independentes e partidários do PSDB na disputa presidencial é outra. "Quem fizer um levantamento dos Estados verá que o partido está dividido", resumiu o presidente nacional do PMDB, deputado Michel Temer (SP). Os adversários do Planalto acreditam que Alckmin conseguirá montar palanques fortes, com a presença do PMDB, em 12 Estados: PE, DF, RN, AC, RS, SC, PR, MS, MT, RJ, SP e MG.