O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB) disse há pouco que seu partido não quer se eximir de qualquer culpa que venha a ter em supostos casos de caixa 2. Segundo Perillo, o PSDB já foi no passado acusado de muita coisa mas nunca fugiu e tem procur ado sempre apresentar provas e documentos. "Não vamos fugir de qualquer tipo de questionamento" afirmou o governador, referindo-se à acusação contra o presidente da legenda, senador Eduardo Azeredo (MG), sobre o suposto envolvimento em esquema de caixa 2.

Perillo disse que Azeredo "enfrenta as acusações com muita dignidade e com a cabeça erguida". No entanto, ressaltou o governador, "o que está sendo discutido não é a relação do PSDB com campanhas anteriores, mas algo que está sendo praticado hoje", obser vou, se referindo às acusações que pairam sobre o PT e seus aliados. Perillo também desmentiu as suposições da deputada Denise Frossard (PPS-RJ) de que haveria um grande acordo entre PT, PSDB e PFL para enterrar a CPI. "Sou um governador do PSDB, sou do alto clero do partido e nunca ouvi essa conversa", finalizou.

O governador se reuniu nesta manhã com o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, para discutir questões ligadas às situações econômica e política. De acordo com o governador, um forte ponto de convergência com o líder empresarial é a defesa de uma reforma polít ca radical para acabar com a prática de caixa 2 pelos partidos. Perillo e Skaf consideram mais adequado o financiamento público das campanhas, a limitação de gastos e a cláusula de barreira, para acabar com as legendas de aluguel.