A exploração, o transporte, e o comércio do mogno estão proibidos até a segunda quinzena de fevereiro do próximo ano. Ao prorrogar por mais seis meses a moratória do mogno, o ministro do Meio Ambiente, José Carlos Carvalho, afirmou que a extração da madeira só será normalizada após os resultados de uma comissão formada pelo governo para sugerir a melhor forma de exploração sustentada do produto, em vias de extinção.
Continua autorizada apenas a exploração de mogno com planos de manejo já autorizados pelo Ibama até 1996, quando começou a vigorar a moratória. O anúncio foi em Altamira, no Pará, onde o ministro e o presidente do Ibama, Rômulo Mello, vistoriaram a apreensão de 12 mil metros cúbicos de mogno extraídos ilegalmente, dos quais 3,5 mil metros cúbicos foram desviados para uma serraria da região.
– O ministério do meio ambiente não é contra a exploração do mogno, desde que seja em bases sustentáveis”, admitiu o ministro ao advertir que o órgão continuará adotando as providências necessárias para evitar que o patrimônio ambiental brasileiro seja degradado. Dos 80 mil metros cúbicos de madeira apreendidos pelo Ibama de setembro/01 até o final do primeiro semestre deste ano, 50 mil metros cúbicos eram mogno.
O ministro garantiu, ainda, que o grupo de trabalho que irá propor alternativas e condições viáveis para a exploração sustentável do mogno dará oportunidade aos que trabalham com seriedade e respeito ao meio ambiente. (Ibama)


