Novo plano pedagógico implantado na Unidade Social de Internação de Londrina (Usoil) permite um vínculo entre funcionários e internos, o que garante maiores condições de recuperação dos adolescentes em conflito com a lei.

Uma confraternização realizada no aniversário de um interno esta semana é exemplo dessa mudança, coisa que seria impossível de se pensar antes das reformas, garante a diretora da unidade, Laura Okamura.

Depois da rebelião que destruiu grande parte do prédio, em dezembro de 2004, a unidade passou por uma reforma de cinco meses, tempo em que os 50 funcionários, entre instrutores, educadores e técnicos, passaram por capacitação de 600 horas.

Laura Okamura disse que com a reabertura da Unidade as atividades aplicadas no sistema são organizadas e visam um objetivo bem claro: o de formar cidadãos, oferecendo oportunidades de profissionalização e de recuperação aos adolescentes internos na unidade.

Laura explica que a implantação desse novo trabalho, que engloba um Plano Personalizado de Atendimento, exigia mudanças no educandário, e foi esse plano pedagógico que direcionou a reforma física do local. ?Eu já tinha essa proposta em mente quando iniciamos as mudanças do prédio. A nova estrutura foi pensada de acordo com o princípio que a gente estava buscando?, diz.

O Plano Personalizado é uma espécie de direcionamento nas atividades de cada interno, dependendo das suas aptidões. Um estudo sobre as condições de reinserção desse adolescente na sociedade e das suas habilidades resultam no atendimento dedicado ele. Com o plano traçado, o adolescente participa inclusive de atividades externas ao educandário.

?Ajudamos cada um deles a descobrir o que têm de melhor, e damos condições para que desenvolvam isso. As atividades podem ser o começo de uma profissão?, afirma o coordenador de oficinas na unidade, Márcio Semprebom.

Além da proposta de atendimento personalizado, os internos participam também de oficinas de origami, arraiolo, amarradinho, caixas de presentes, escultura com papel reciclado, entre outras. Segundo Márcio Semprebom, a previsão é de que em breve sejam implantadas oficinas profissionalizantes, aplicadas por ONG?s da cidade, e oficinas culturais como musicalização, interpretação de textos, xadrez e danças.