O Pronaf Florestal pode não atrair o interesse dos agricultores familiares se eles não receberem assistência técnica que os estimulem a investir em reflorestamento e explorar a floresta. O alerta é do gerente-executivo da Diretoria de Agronegócios do Banco do Brasil, Roberto Torres. ?Se não houver repasse de tecnologia aos agricultores, o Pronaf Florestal caminhará a passos lentos? avisa o funcionário do Banco do Brasil que é uma das instituições encarregadas de emprestar dinheiro aos agricultores.
O Programa Nacional de Incentivo à Silvicultura e Sistemas Agroflorestais para a Agricultura Familiar (Pronaf Florestal), lançado ontem(05) no Palácio do Planalto, prevê a aplicação de R$ 300 milhões em quatro anos em projetos de conservação do meio ambiente que garantam renda e emprego. A prioridade será dada a empreendimentos na mata atlântica, bioma mais degradado no País.
O agricultor pagará juros de 4% ao ano, contará com uma carência de oito anos e desconto de 25% se antecipar as prestações.
O diretor do Programa de Agricultura Familiar, Gilson Bittencourt, garante que os produtores terão assistência técnica. Nos próximos dias, o governo divulgará edital para a contratação desse serviço.