O peixe pode atingir até 400 kg.

Um projeto desenvolvido em Santa Catarina pretende pesquisar o mero, uma espécie de peixe típico do litoral brasileiro, bastante visado pela pesca submarina, e que pode atingir até 400 quilos. Pesquisadores da organização não-governamental Vidamar, em parceria com a Universidade do Vale do Itajaí (Univale), com o patrocínio da Transpetro, iniciaram os trabalhos este ano, e esperam até 2005 ter um panorama para apontar medidas para a conservação do mero.

O coordenador-técnico do projeto, Maurício Hostim, esteve ontem em Curitiba apresentado detalhes das pesquisas durante a XVI Semana de Doutorando, da Universidade Federal do Paraná. Segundo Hostim, o objetivo é encontrar novas parceiras para o projeto. Ele citou uma das iniciativas desenvolvidas no Paraná, através do Instituto Ecoplan e UFPR, de recifes artificiais marinhos. “Nossa idéia é comparar os resultados para ver o que já se sabe sobre a espécie”, comentou.

Em Santa Catarina, o projeto mero está sediado em São Francisco do Sul. Nessa localidade, diz o coordenador, já existe um envolvimento da comunidade na preservação do peixe. “Com isso, queremos mostrar que a conservação da espécie pode promover atividades turísticas”, destacou. Mas apesar disso, Hostim prevê ainda existem grandes desafios. Um deles é esclarecer a comunidade sobre a captura dos filhotes. “Hoje, os pescadores pegam os filhotes, achando que não é o mero, mas uma espécie conhecida como badejão”, comentou. Ele lembra que o mero pode ser facilmente identificado, pois tem manchas redondas embaixo da boca.

Proibição

A pesca do mero está proibida no País. Uma portaria do Ibama proibiu a captura, posse, transporte e comercialização do peixe até 2007. Mas mesmo com a portaria, afirma o coordenador, a população vem baixando. “Não sabemos se isso é uma conseqüência natural dos ambientes e se será recompensada com medidas de conservação. Daí a importância das pesquisas”, afirmou. Quem quiser saber mais sobre o projeto do mero pode acessar o site www.vidamar.org.br/meros.