Rio de Janeiro – Ainda neste ano, os empregados domésticos poderão ter acesso à casa própria com recursos subsidiados. Para isso, segundo o ministro das Cidades, Márcio Fortes, está em estudo um programa com a Caixa Econômica Federal, desenvolvido desde o ano passado, quando foi firmado convênio com o ministério do Trabalho e com as secretarias de Políticas para as Mulheres e de Promoção da Igualdade Racial.

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Márcio Fortes, que se encontrou nesta quinta-feira (3) com prefeitos fluminenses para definir os projetos que poderão receber recursos federais do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), informou que o programa habitacional não se destinará somente às empregadas domésticas, "porque seria uma discriminação contra porteiros, mordomos, motoristas".

Depois de lembrar que 95% dos empregados domésticos são mulheres e boa parte é de negros, o ministro explicou que uma das alternativas para o programa habitacional poderá ser o crédito solidário, que prevê acesso à habitação popular por meio de cooperativas e associações de moradores, com financiamento direto aos mutuários, prestação baixa e sem juros.

O vice-presidente de Desenvolvimento Urbano da Caixa, Jorge Hereda, destacou a possibilidade de o programa habitacional para empregados domésticos ser lançado neste ano: ?Na verdade, a Caixa tem procurado atender cada vez mais às faixas de renda mais baixas, que precisam de apoio. E o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), junto com o Ministério das Cidades, tem conseguido colocar um aporte maior de subsídios. Tem que ser um programa com um subsídio forte para poder chegar  nessas faixas de renda".

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Hereda explicou que, para o programa contar com recursos do FGTS, sem juros, o Conselho Curador precisará alterar a regra do Fundo. Ele admitiu que o trâmite poderá ser mais rápido se o programa contar com recursos do Orçamento Geral da União: "Se o ministério liberar, está feito no outro dia?.