Quem conhece uma pessoa analfabeta pode orientá-la a procurar as escolas estaduais ou municipais, bem como as Secretarias de Educação dos municípios, os Núcleos Regionais da Secretaria Estadual da Educação ou associações de bairros para inscrição ao programa Paraná Alfabetizado, desenvolvido pelo governo do Estado.

Nas 25 cidades sob jurisdição do Núcleo Regional de Educação de Maringá, deverão ser formadas cerca de 70 turmas até o final do mês. Até o momento, estão constituídas 39 turmas. A meta, nesta segunda etapa, é a alfabetização de cerca de 1.400 pessoas na região, segundo estimativa da professora Ana Tereza Viana da Mata, coordenadora de ensino do núcleo.

Os professores-alfabetizadores, segundo convênio entre os governos federal e estadual, recebem piso mensal de R$ 120 acrescido de R$ 7 por aluno. A carga é de 10 horas por semana e de 2,5 horas para capacitação. Cada sala de aula trabalha, em média, com 20 alfabetizandos.

Voltado à cidadania, o programa cadastrou no Estado, para esta segunda etapa, que vai de junho a dezembro deste ano, 4.915 candidatos para 3 mil vagas ofertadas. As aulas são ministradas em salas ofertadas por escolas ou espaços cedidos por associações de bairros, salões paroquiais ou por outras instituições.

Os alunos aprendem a ler e a escrever e a efetuar as quatro operações básicas ? somar, subtrair, multiplicar e dividir. Estudam de dia ou à noite. ?Sendo alfabetizada, a pessoa exerce melhor a cidadania, aprende a defender com mais eficiência seus direitos, tendo oportunidade de inserção social?, avalia a professora Ana Tereza.

Meta

A Secretaria da Educação pretende erradicar o analfabetismo no Paraná no prazo de 10 anos. Desde agosto do ano passado, quando ocorreu o lançamento do programa, pelo menos 24 mil paranaenses foram beneficiados. Nesta segunda edição, a expectativa é de formação de 3.000 turmas, possibilitando o atendimento a 60 mil pessoas em todas as regiões do Estado.

Os inscritos são, em sua maioria, pessoas pobres expulsas do campo pela mecanização e que vivem na periferia das cidades com baixa renda. Muitas vezes, não conseguem um emprego pois não têm o essencial: saber ler e escrever. Com isto, não possuem acesso às centenas de cursos gratuitos ofertados por instituições e destinados à qualificação de mão-de-obra.