A produção de açúcar na safra 2006/07 será a maior da história do país, informou nesta quinta-feira (30) o presidente da Conab, Jacinto Ferreira. Segundo estimativa da estatal, a produção deve ser de 30 milhões de toneladas, crescimento de 12,4% em relação à produção de 26 713 milhões de toneladas na safra anterior. Ele estimou exportações de 20,6 milhões de toneladas, o que deve gerar receita cambial de US$ 5,7 bilhões. No caso do álcool, a produção é estimada em 17,6 bilhões de litros, sendo 8,4 bilhões de litros de anidro (misturado à gasolina) e 9,2 bilhões de hidratado. As exportações de álcool devem somar 2,1 bilhões de litros em 2006.

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Ferreira negou as acusações de grupos ambientalistas de que as lavouras de cana estariam sendo plantadas na Amazônia. "A área plantada na região Norte é ainda muito pequena na comparação com o total do País", disse Ferreira. Na safra 2006/07, os canaviais ocuparam 21,9 mil hectares no Norte contra 6,188 milhões de hectares em todo o País. A colheita desta safra foi praticamente encerrada no Centro-Sul e no Nordeste a colheita segue até maio. A primeira estimativa para a safra 2007/08 deve ser divulgada em maio.

O diretor do departamento de Açúcar e Álcool do Ministério da Agricultura, Ângelo Bressan, também participou da coletiva para divulgação da terceira e última estimativa para a safra 2006/07 de cana. Ele não quis falar sobre as perspectivas para o mercado de açúcar e álcool em 2007. Segundo ele, no caso do açúcar, a expectativa é de aumento na oferta mundial e para o álcool, a demanda interna deve manter o mercado aquecido.

"É preciso ter álcool em volume suficiente para manter o consumo ou, caso contrário, o consumidor corre para a gasolina", disse Bressan. Ele reafirmou que o governo poderá, após uma análise que será feita em janeiro, determinar a elevação do nível da mistura de anidro à gasolina de 23% para 25%. "A mistura mais alta é boa ambientalmente e permite que o País poupe o seu petróleo", comentou.

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