O procurador da República Bruno Acioli requisitou todas as agendas de trabalho, anotações telefônicas e documentos dos ex-diretores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) afastados do cargo: Fernando Godoy, Antônio Osório Batista e Maurício Marinho. O material já está com o Ministério Público.

Além das requisições, o procurador recomendou que os computadores usados pelos ex-funcionários sejam lacrados e guardados em local seguro.

Em depoimento à Polícia Federal, umas das secretárias de Godoy informou o desaparecimento da agenda profissional do ex-assessor no dia 16 de maio. A polícia comprovou a presença de Godoy nos Correios no sábado (14) seguinte à publicação das denúncias pela imprensa. Com dois registros de entrada na garagem da empresa, Godoy teria ficado cerca de três horas pela manhã e duas horas durante a tarde. Em seu depoimento, ele não soube explicar o que foi fazer nos Correios nesse dia.

Segundo o advogado, "a agenda que teoricamente desapareceu não era a agenda de trabalho. Tinha apenas informações de ligações que ele teria recebido e feito".

Uma gravação de vídeo deu origem às denúncias de um suposto esquema de corrupção envolvendo funcionários dos Correios. No vídeo de cerca de uma hora e 50 minutos, o diretor do Departamento de Contratação e Administração de Material dos Correios, Maurício Marinho, cita nomes de pessoas que também estariam envolvidas no esquema de propina, entre eles do ex-diretor de Administração dos Correios, Antônio Osório Batista, do assessor da Diretoria de Administração da estatal, Fernando Godoy, e do presidente nacional do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), deputado Roberto Jefferson (RJ).