O procurador da República Bruno Caiado Alcioli ouve neste momento os empresários José Santos Fortuna Neves e Marcelo Campos Neves, suspeitos de gravar a conversa em que o chefe do Departamento de Contratação dos Correios, Maurício Marinho, aparece recebendo R$ 3 mil de propina.

A Procuradoria da República do Distrito Federal está investigando o caso junto com a Polícia Federal (PF) e a Controladoria Geral da União (CGU). O depoimento teve início por volta das 14h e não há previsão de término.

Um dos advogados do acusado, José Ricardo Baitelo, já havia dito anteriormente aos assessores da PF 24 que Marinho afirmou que os R$ 3 mil que recebeu foram pagamento por uma consultoria que tinha prestado aos empresários e que esse valor seria doado a uma instituição de caridade. De acordo com o advogado, a denúncia de corrupção seria uma armação política contra Marinho.

A partir do vídeo com a gravação da conversa o Congresso recolheu assinaturas para instalar uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que vai investigar denúncias de corrupção nos Correios. Os líderes partidários podem indicar ainda esta semana os nomes que vão integrar a CPMI. Na última sexta-feira (27), o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), pediu aos líderes partidários e ao presidente da Câmara, deputado Severino Cavalcanti (PP-PE), a indicação dos seus representantes. O prazo previsto de funcionamento da CPMI é de 180 dias a partir de sua instalação, que só ocorre com a indicação dos membros.