O procurador-geral da República, Antônio Fernando Souza, afirmou, no Supremo Tribunal Federal (STF), que está sendo confirmada a versão do empresário Sebastião Buani de que fez pagamentos pagamento ilegais ao presidente da Câmara, Severino Cavalcanti (PP-PE), em troca da renovação do contrato de concessão do restaurante Fiorella, da Casa.

"A versão do cidadão (Buani) vai-se confirmando", declarou referindo-se à apresentação pelo empresário, hoje, das cópias de um cheque de R$ 7.500,00 que ele diz ter entregue a Severino e que foi descontado pela secretária do presidente da Câmara, Gabriela Kênia Martins.

Segundo Souza, o cheque "é mais um indício" contra Severino, e é provável que o caso seja remetido pela Procuradoria-Geral ao STF, que é o foro privilegiado a que têm direito, nesses casos, deputados, senadores e ministros. "O quadro já está quase definido", avaliou o procurador-geral da República.