São Paulo (AE) – O Procon segue acompanhando as investigações sobre as manipulações dos resultados dos jogos do Campeonato Brasileiro. Mesmo sem ter conhecimento sobre a maneira em que serão distribuídos os ingressos para os jogos ? que serão realizados com portões abertos ? a fundação garante que o torcedor tem direito de ser ressarcido.

De qualquer forma, Paulo Arthur Góes, assistente técnico do Procon-SP, alerta: "Quem foi aos jogos e tem o comprovante deveria ter prioridade na distribuição dos novos ingressos. Mas sem o ingresso fica difícil o torcedor reclamar alguma coisa. Sem o bilhete, ele só conseguiria brigar judicialmente, através de alguma testemunha."

O assistente ainda sugere: "Se os organizadores resolveram que os jogos serão com portões abertos, teriam de dar um prazo para quem tinha o ingresso trocar por um novo ? esses torcedores deveriam ser os primeiros a terem garantias de que assistiriam ao jogo. Depois de esgotado o prazo, aí sim deveriam distribuir o restante dos ingressos."

Sobre os torcedores que compraram um jogo por pay-per-view, na tevê por assinatura, Góes declara que CBF e as empresas que comercializam os jogos é que devem ser responsáveis pelo ressarcimento do consumidor. "Cada um deve escolher de quem vai cobrar. Naturalmente que é mais fácil cobrar da tevê por assinatura do que a CBF. O consumidor pode pedir o dinheiro de volta ou pode aceitar assistir a um outro jogo. Tudo depende do acordo que ele fará com a empresa que transmitiu o jogo", explicou.