A previdência social deve fechar as suas contas em 2005 com um déficit de R$ 38,6 bilhões, ou seja, a diferença entre o que se arrecada e o que se paga dará resultado negativo. A informação é do secretário de Previdência Social, Helmut Schwarzer.

Segundo ele, a projeção para o déficit é conseqüência da expectativa de arrecadação de R$ 108,2 bilhões e da previsão de gastos com benefícios de R$ 146,8 bilhões. "A projeção de R$ 38,6 bilhões é uma projeção mais realista", afirmou.

Para Schwarzer, a perspectiva é que a arrecadação continue a crescer ao longo do segundo semestre. "Isso vai se dar com a sustentação do mercado de trabalho e com as melhorias gerenciais na área de arrecadação, sobretudo na base de dados. Além disso, haverá a recuperação do patamar de gastos após o fim da greve, com a concessão de benefícios", disse.

No mês de julho, o déficit foi de R$ 3,08 bilhões, valor que ficou abaixo do registrado em junho (R$ 3,14 bilhões). Segundo Schwarzer, a situação de desequilíbrio nas contas tem como causa o aumento de gastos com o pagamento de benefícios em função do crescimento populacional e da melhoria do valor médio dos benefícios pagos.

O secretário destacou, no entanto, que houve aumento de quase 7% na arrecadação em relação a julho de 2004. A causa, segundo ele, seria o aumento de empregos com carteira assinada.

A arrecadação em julho foi de R$ 8,47 bilhões e a despesa ficou em R$ 11,56 bilhões. De janeiro a julho, a arrecadação foi de R$ 58,1 bilhões, representando um crescimento de 8,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Neste período, a despesa foi de R$ 77,4 bilhões, significando um crescimento de gastos de 10,9% (R$ 7,6 bilhões a mais que o mesmo período de 2004).