Permanecem as negociaçoes entre presos rebelados e autoridades do complexo penitenciário, no presídio Bangu III, onde 38 pessoas (número não oficial ) estão sendo mantidas como reféns. No inicio da tarde, os amotinados libertaram uma médica que divulgou um comunicado dos presos aos jornalistas. Na nota, eles denunciam que suas famílias são maltratadas durante as visitas, que não há remédios e, ainda, de serem obrigados a comer comida estragada.

Os rebelados pediram também a presença de representantes da Vara de Execuções Penais (VEP) no local. O desembargador Miguel Paxá, presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro já enviou ao local os juizes da VEP, Ana Paula Barros e Carlos Eduardo Figueiredo, para acompanharem as negociações. O Clima está muito tenso na porta do complexo penitenciário, onde até mesmo um Carro do Sistema de Operações Extraordinárias (SOE) foi barrado pela Policia Militar quando entrava no local.

A polícia teme que alguns agentes tentem entrar no presídio para acabar, à força, com a rebelião, tendo em vista a morte do agente Luís Cláudio Bonfin, que morreu durante o conflito. Por outro lado, as autoridades policiais e do sistema penitenciário têm ordens expressas da governadora Rosinha Matheus para não autorizarem ou efetuarem qualquer ação violenta para não colocar em risco a integridade física dos reféns.