O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Marco Aurélio Mello, lançou nesta segunda-feira (5) um desafio aos parlamentares que desejam congelar o salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) por quatro anos, até que as remunerações dos membros dos três poderes sejam equiparadas e um teto salarial possa ser estabelecido de forma definitiva pelo Congresso. "Eu faço um desafio: troco o que ganho pelo que ganha um deputado e um senador", disse.

"Vamos colocar no lápis as vantagens dos parlamentares. Se as vantagens não forem três vezes maiores do que recebe um ministro do STF, eu deixo a cadeira que tenho no Judiciário", assegurou o ministro, após conceder aula inaugural na Faculdade de Direito da FMU, na capital paulista.

O ministro informou que seu salário bruto hoje é de R$ 24,5 mil e aproveitou para alfinetar o governo, sob argumento de que sua remuneração cai muito após os descontos. "Eu ganho R$ 24,5 mil, mas tenho um sócio, que é o próprio Estado. Aí meu líquido fica em torno de R$ 17 mil", cutucou.