O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse a membros da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara, que a previsão de crescimento econômico do Banco Central é de 4% em 2006. Ele foi indagado por diversas vezes sobre o crescimento dos últimos anos, considerado "pífio" pelo presidente da Comissão, deputado Geddel Vieira Lima (PMDB-BA).
Alguns deputados criticaram o sistema de metas de inflação ? que, por ser muito rigoroso, teria evitado um crescimento maior da economia. Meirelles disse que o controle da inflação é uma "condição necessária, mas não é suficiente para que o país cresça a taxas elevadas".
O presidente do Banco Central enumerou uma série de condições necessárias ao crescimento que não vinham sendo alcançadas para que o Brasil chegasse a taxas comparáveis com outros países, que também adotam o regime de metas de inflação. Entre elas estavam a relação entre a sua dívida e o Produto Interno Bruto (PIB), os gastos públicos, a instabilidade das contas externas e das reservas internacionais. "O importante é estar na direção correta", comentou ao afirmar que o país caminha para retomar o crescimento sustentado, interrompido em 2005 pela ameaça da volta da inflação e por "questões políticas".
"O Brasil já está no processo de recuperação importante. O emprego está aumentando de forma séria, a renda está aumentando, como também a massa salarial, as exportações, importações e o saldo comercial, o Brasil está acumulando reservas internacionais e, a relação da dívida está em trajetória decrescente e inflação convergindo para a meta".
Meirelles também disse que a medida que isenta o investidor estrangeiro de pagamento de Imposto de Renda sobre aplicações em título públicos no mercado nacional não tinha como objetivo influenciar a taxa de câmbio. "A medida tem a finalidade de melhorar o perfil da dívida pública brasileira. O objetivo não tem nenhuma relação com taxas de câmbio". Ele foi enfático ao afirmar, por diversas vezes, que o câmbio no Brasil é flutuante. "Não existe meta de câmbio no país.


