Presa quadrilha de extração ilegal de madeira no Pará

A Polícia Federal e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) desmantelaram nesta sexta-feira (2), no Pará, uma quadrilha especializada em extração de madeira da floresta amazônica por meio fraudulento. O esquema funcionava com o auxílio de servidores corruptos do Ibama, que falsificavam guias para extração ilegal de madeira, passavam informações privilegiadas aos fraudadores e os alertavam sobre as operações de fiscalização, em troca de propina.

Ao longo do dia, foram efetuadas 30 prisões em Altamira, sede da quadrilha e mais seis cidades, inclusive Belém, capital do Estado. Outras sete pessoas continuam sendo procuradas. A PF também realizou buscas e apreensão de documentos em oito empresas envolvidas nas fraudes e nos escritórios do Ibama de Altamira e Santarém. Dos 12 servidores públicos presos, seis são do Ibama, entre os quais quatro fiscais e o chefe da área de fiscalização do órgão em Santarém.

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, lamentou o envolvimento de servidores do órgão com quadrilhas. "É um estrago grande quando servidores se envolvem em fraudes porque eles estão dentro da máquina. Não nos regozijamos disso", disse. Mas ela lembrou que esses são minoria. Observou também que a parceria com a PF e a "ação firme" do governo estão vencendo a guerra contra as máfias ambientais.

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