A Prefeitura de Curitiba está fazendo a limpeza da antiga BR-116 que será transformada na nova avenida de Curitiba, a Linha Verde. O serviço que em janeiro foi feito em forma de mutirão, garantiu a retirada de 1760 metros cúbicos de mato e terra, o equivalente a 330 caminhões lotados de resíduos vegetais.

Em alguns pontos, do lado esquerdo da pista nos dois sentidos o mato já cobria o meio fio e o asfalto obrigava o motorista a desviar. A manutenção da antiga BR-116 é feita pela prefeitura já que o trecho urbano da rodovia foi delegado ao município pela União. O reforço da limpeza com o mutirão de trabalho foi uma determinação do prefeito Beto Richa.

O canteiro de onde saiu tanto lixo será a área central da Linha Verde, com uma canaleta exclusiva para os ônibus do sistema expresso. Esta etapa da obra ainda não começou. As primeiras obras da Linha Verde acontecem no Binário Santa Bernadethe, que permitirá a ligação dos bairros Fanny, próximo ao Posto Brasília, ao Hauer, do outro lado da BR.

Os consórcios vencedores da licitação internacional são responsáveis também pelo levantamento topográfico do trecho onde haverá obras para checar as informações técnicas do projeto, contratação de mão-de-obra e equipamentos necessários e instalação dos canteiros de obras.

A retirada do mato que cobria o canteiro central trouxe uma surpresa aos técnicos da Prefeitura. "Em diversos pontos, a BR tem sistema de drenagem para escoar a água da chuva, mas ele não funcionava porque o mato cobria o meio fio e os pontos para escoamento da água. Tudo ficava coberto pelo mato, terra e o lixo que não deixa a água passar", explica o engenheiro da Prefeitura, Paulo Rodrigues, responsável pela manutenção da BR numa extensão de 23 km nos dois sentidos do Atuba até a alça do Contorno Sul.

Antes da retirada do mato, as equipes tiraram o lixo acumulado sobre o canteiro. "Tinha desde pára-brisa quebrado, pára-choque, pneus e outras peças de automóveis, estopa e luvas usadas, até latas de bebidas, papel, restos de comida. Com tanto lixo fica difícil fazer funcionar o sistema de drenagem", diz o fiscal da BR, que coordena as equipes que fazem a manutenção diariamente, Caetano Mascarenhas. "Sozinha, a BR é uma cidade", define ao informar que no trecho delegado ao município são 980 mil metros quadrados de área para roçar.

Além da limpeza, que compreende os sistemas de drenagem e a roçada, a Prefeitura é responsável pela iluminação e pelo serviço de tapa-buraco sempre que é constatada a necessidade ou é solicitado pela Polícia Rodoviária Federal, que é parceira da Prefeitura de Curitiba nesta manutenção e garante segurança aos operários que trabalham na BR.

"O trabalho na BR é lento e exige muito cuidado para que não prejudique o tráfego e para que não coloque em risco a segurança dos trabalhadores. No caso da limpeza, nem tudo pode ser feito com máquinas, muita coisa exige o trabalho manual", completa Mascarenhas.