Pouco tenho que acrescentar em relação ao que disse, afirma Jefferson

O deputado federal Roberto Jefferson (PTB-RJ) iniciou há pouco, em Brasília, seu depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Mensalão, que investiga a suposta compra de votos de parlamentares neste e no governo anterior.

Em sua primeira declaração à comissão, ele destacou que pouco tem a acrescentar no que já disse em depoimentos anteriores às comissões do Congresso Nacional e entrevistas à imprensa. "Pouco tenho a acrescentar, a somar, a esta respeitável Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, além do que já disse em outras ocasiões na CPI dos Correios, em duas oportunidades à Comissão de Ética da Câmara dos Deputados e em entrevistas que dei à jornalista Renata Lo Prete, do jornal Folha de S. Paulo", afirmou.

"Faço esse preâmbulo desse depoimento, que sei que será longo, dizendo que reitero, que ratifico e que confirmo todos os depoimentos anteriores prestados à imprensa do Brasil e ao Congresso Nacional", acrescentou, de maneira enfática.

Há expectativa de que Jefferson, autor das denúncias do esquema do "mensalão", divulgue novas denúncias de impacto para o cenário político do País. Na terça-feira, durante depoimento do ex-ministro-chefe da Casa Civil, deputado federal Jose Dirceu (PT-SP ), ao Conselho de Ética da Câmara, o petebista disse que, com base em acordo feito com Dirceu, um emissário do PTB e outro do PT foram a Lisboa, em janeiro, captar recursos na multinacional Portugal Telecom para pagar dívidas de campanha.

Jefferson também envolveu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela primeira vez em suas acusações, ao dizer que Dirceu "fez uma aproximação" do grupo de telecomunicações português com o presidente da República e, depois disso, autorizou o PTB e o PT a enviarem os em issários.

Depois desta declaração, ainda na terça-feira, Jefferson deu mais detalhes da operação à imprensa. Disse que, por orientação de Lula, o publicitário Marcos Valério e o tesoureiro informal do PTB, Emerson Palmieri, foram a Lisboa para negociar operações que servissem para quitar dívidas de campanha de candidatos petebistas. A multinacional, a Presidência da República e o ex-ministro José Dirceu negaram que isso tenha ocorrido.

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