A retirada do sigilo de mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, movimentou o Senado. Desde que o ministro André Mendonça tornou os diálogos públicos, na terça-feira (1º), alguns senadores passaram a defender a abertura de um processo de impeachment contra Moraes.

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Os três senadores do Paraná — Sergio Moro (PL), Flávio Arns (PSB) e Oriovisto Guimarães (PSDB) — se manifestaram favoravelmente à abertura de um processo de impeachment contra o ministro do STF.

Por meio de um vídeo divulgado nas redes sociais, Moro disse que assinou um documento que pede a abertura do processo e destacou a atuação do ministro André Mendonça.

“Esses fatos não podem ficar encobertos. É a única forma de as investigações prosseguirem. Participei de uma entrevista coletiva da oposição na qual foi anunciado um novo pedido de impeachment que eu assinei. É meu dever, como senador da República pelo Paraná, defender o nosso país”, disse.

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Arns também confirmou que assinou um pedido apresentado pelo deputado federal Marcel van Hattem. “Os fatos que vieram à tona ontem são gravíssimos e apontam para crime de responsabilidade. Acredito que ninguém deve estar acima da lei e que as investigações devem ocorrer de forma transparente e sem interferências, em respeito absoluto à nossa Constituição”, afirmou.

Em nota enviada à Tribuna do Paraná, Guimarães reforçou o posicionamento: “Eu votaria a favor do impeachment de Alexandre de Moraes, porque tudo o que já foi revelado é muito grave e não combina com o cargo de ministro do STF”.

Senadores se manifestam sobre impeachment

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Um levantamento realizado pela Gazeta do Povo busca identificar o posicionamento dos 81 senadores em relação ao tema. Até as 18h desta quinta-feira (3), 38 senadores haviam se pronunciado. Desses, 28 afirmaram ser favoráveis ao impeachment e dez preferiram não se manifestar sobre a posição.

Ao menos 66 pedidos de impeachment contra o ministro já foram apresentados ao Senado Federal.

Ele é citado em relatórios da Polícia Federal (PF) que integram as investigações sobre o Banco Master e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Os documentos mencionam mensagens trocadas entre Vorcaro e um número atribuído a Moraes, além de registros de encontros e contratos advocatícios relacionados à família do ministro.