De acordo com o Ministério da Agricultura, a safra de 2004/2005 deve chegar ao recorde de 132 milhões de toneladas de grãos produzidas no país. A Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná estima que a produção de 2005 é de 11,2 milhões de toneladas de soja em grão não transgênica, e 4,5 milhões de toneladas de proteína de soja não transgênica. Aproximadamente 60% deste volume é destinado à exportação.
Com a possibilidade de uma supersafra, a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA) está tomando uma série de providências para diminuir problemas das filas de caminhões que transportam a soja até o porto como investimentos no ritmo do crescimento, melhoria no planejamento e na programação de descarga de caminhões, além de mudanças na infra-estrutura, como melhorias no pátio de triagem e pavimentação e sinalização das vias de acesso.
A APPA também conta com a CLASPAR – Empresa Paranaense de Classificação de Produtos. A empresa é responsável pela classificação das cargas antes de serem descarregadas no porto. A carga que apresentar contaminação é refugada.
O Diretor Empresarial e Comercial da APPA, Luiz Henrique Divino explica que é impossível que o Porto de Paranaguá exporte soja convencional e soja transgênica simultaneamente, pois isto acarretaria na contaminação da soja convencional exportada. ?O Porto de Paranaguá, através de seu corredor de exportação, utiliza o sistema de pool, assim, a soja ao entrar no silo perde a sua identidade e mistura-se. Sendo permitida a exportação de transgênicos ocorreria a mistura, e, possivelmente, a contaminação da soja convencional?, explica Divino.
www.ecoterrabrasil.com.br


