Polônia demitirá professor que promover homossexualidade

Professores que sejam vistos como promovendo "cultura homossexual" na Polônia serão demitidos, afirmou nesta quinta-feira (15) o vice-ministro da Educação. Miroslaw Orzechowski, integrante da ultraconservadora Liga das Famílias Polonesas, que participa da coalizão do governo do primeiro-ministro Jaroslaw Kaczynski, frisou que não é aceitável a promoção da homossexualidade nas escolas, mas garantiu que professores gays não serão perseguidos.

"Não existe lugar para a promoção da cultura homossexual" nas escolas polonesas, afirmou a repórteres Orzechowski, que tem um papel-chave na elaboração de uma nova lei educacional visando extirpar o que seu partido considera "propaganda homossexual" nas escolas. Ele disse que o ministério ainda não definiu o que seria propaganda homossexual.

"Ninguém vai perguntar se um professor é homossexual", explicou. "Entretanto, se uma pessoa com tal tendência quer promover homossexualidade na escola, e não estou falando em induzir uma criança a tais atos, então não existe lugar para tal pessoa na escola.

A Campanha Contra a Homofobia da Polônia criticou os comentários do vice-ministro. "’Propaganda homossexual’ é uma idéia tão absurda quanto ‘propaganda heterossexual’", considerou a campanha num comunicado. "Ninguém pode lutar contra a homossexualidade, mas pode lutar contra a homofobia, que tem no Ministério da Educação uma forma radical.

A Liga das Famílias da Polônia, fundamentalista católica, também defende uma emenda constitucional para tornar a já rígida lei antiaborto do país ainda mais restritiva, proibindo a prática em qualquer circunstância, inclusive em casos de estupro e incesto.

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