| Anderson Tozato / O Estado do Paraná |
| Requião, Vanhoni, Dirceu e o diretor da Itaipu, Jorge Sameck, na Boca Maldita. |
O governador Roberto Requião (PMDB) e o ministro da Casa Civil, José Dirceu (PT), reforçaram ontem em Curitiba o novo discurso da campanha do deputado estadual Angelo Vanhoni (PT) à Prefeitura de Curitiba, em que o principal adversário, o vice-prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), é apresentado como o candidato do grupo do ex-governador Jaime Lerner (PSB) e do prefeito Cassio Taniguchi (PFL).
O governador e o ministro participaram de uma caminhada pelo centro da cidade que terminou em comício na Boca Maldita. Em seus discursos, disseram que esta eleição complementa o trabalho começado em 2002, com a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a Presidência da República e que o que está em jogo é a opção entre as forças da mudança e a manutenção do mesmo grupo que administra a cidade há 16 anos.
Requião fez a crítica mais direta sobre o candidato tucano nesta campanha, ao comparar Beto ao pai, o ex-governador José Richa, morto em dezembro do ano passado. Requião disse que não tem dúvidas que o filho do ex-governador é um homem sério, mas que não poderia deixar de mencionar que Beto se caraterizou pela “omissão” e “passividade” como vice-prefeito da gestão de Cassio Taniguchi (PFL).
Segundo Requião, o filho não saiu ao pai. “O pai não é aquele que gerou, mas aquele que cria. E politicamente, o Beto Richa é filho do Jaime Lerner e do Cassio Taniguchi. O pai foi uma figura excepcional da política do Paraná. Mas o filho foi adotado pela banda de lá, pela banda do escândalo do caixa 2, do dinheiro roubado”, atacou o governador. Ouvida ontem pela reportagem de O Estado, a coordenação de campanha de Beto Richa preferiu não comentar as críticas do governador ao candidato.
O ministro José Dirceu, que discursou após Requião, foi no mesmo tom. Disse que a população de Curitiba precisa decidir se continua no rumo da mudança, que começou com a eleição de Lula, ou se volta ao passado. Disse também que Vanhoni tem ao seu lado os que nunca mudaram de lado. “Todos mudamos, sim. Porque tudo nesta vida muda. Mas de lado, não”, afirmou.
Vanhoni encerrou o comício dizendo que Taniguchi se dividiu em duas candidaturas para iludir o eleitor de Curitiba. Segundo o candidato petista, o prefeito foi para uma outra candidatura (a de Osmar Bertoldi) para que a outra (a de Beto Richa) pudesse fingir que não tem nenhuma responsabilidade sobre a atual administração.
Convocação
Um bom número de secretários de Estado partiicou da caminhada de ontem na Boca Maldita, atendendo à convocação feita pelo governador no início da semana, quando Requião determinou que passassem a participar da campanha de Vanhoni. Ontem, na Boca Maldita, Requião repetiu a ordem. Afirmou que, fora do expediente, quer ver todos seus auxiliares mobilizados pela eleição de Vanhoni.
Na caminhada estavam os secretários de Saúde, Claudio Xavier; de Educação, Maurício Requião; de Administração, Maria Marta Lunardon; de Obras, Luiz Caron; do Desenvolvimento Urbano, Renato Adur; da Comunicação, Airton Pisseti; da Segurança, Luis Fernando Delazari; o chefe de gabinete, Vanderlei Iensen; e o presidente da Cohapar, Luiz Cláudio Romanelli.